
Messi pode encerrar a Copa como campeão, artilheiro e maior garçom da história — tudo ao mesmo tempo
Com 8 gols e 4 assistências, Messi pode sair da final contra a Espanha como campeão, artilheiro e maior garçom da história das Copas.
Aos 39 anos, na sua sexta Copa do Mundo, Lionel Messi ainda não está satisfeito. O argentino chega à final contra a Espanha carregando oito gols e quatro assistências — e uma lista de recordes que poucos atletas da história sequer chegaram perto de imaginar.
A disputa mais imediata é pela Chuteira de Ouro. Messi e Mbappé chegam empatados no topo da artilharia, com oito gols cada. Se os dois terminarem igualados, a Fifa olha primeiro para as assistências — e aí Messi leva vantagem. O francês soma menos participações diretas que o argentino, segundo o ge.
Mas a briga vai muito além da artilharia desta Copa. Um gol na final colocaria Messi em companhia de Ademir (1950) e Eusébio (1966), com nove tentos numa única edição. Dois gols igualariam Gerd Müller, que fez dez em 1970 — marca que ninguém repetiu em mais de cinco décadas.
Nas assistências, o camisa 10 também está na caça. Com quatro, está a apenas uma de dividir a liderança com Michael Olise, da França. Duas distribuições na final o deixariam isolado no topo. E se chegar a seis, empataria com Pelé em 1970.
No ranking histórico de artilheiros, Messi já lidera com 21 gols em seis edições. Mbappé vem logo atrás, com 20 em apenas três participações — e pode ultrapassá-lo ainda no jogo pelo terceiro lugar contra a Inglaterra. Se isso acontecer, Messi terá a final como resposta.
A Espanha, por sua vez, não chega à decisão de graça. Após empatar sem gols na estreia contra Cabo Verde e ouvir críticas, a equipe de Luis de la Fuente — que, segundo o UOL Esporte, virou técnico graças a um anúncio de emprego no jornal — calou os céticos e foi avançando até a grande final.
O modelo da Golmetria dá 49% de chance de título à Espanha, contra 33% para a Argentina. A história, porém, tem um jeito peculiar de ignorar probabilidades quando Messi está em campo.
Uma última dança. Um último título possível. E recordes que podem atravessar gerações. A final de domingo não é só Argentina x Espanha — é o encerramento de uma era.